sábado, 3 de julho de 2010

Decepção


Eu sei Kaká, eu sei o quanto você tentou ...
Aprendeu até a falar, "PORRA!"

Vermelho


O que aconteceu Felipe Melo? Me diz, o que aconteceu?

Você pode imaginar a quantidade de palavrões ditos por causa dessa cena?
Você pode imaginar a tamanha tristeza dos 190 milhões de brasileiros?
Você pode imaginar qual foi a sensação de decepção desse Brasil, de me Deus?
Não Felipe, você não pode imaginar ...
Tenho certeza que você está completamente arrasado, completamente triste, completamente acabado, mas tenho a certeza absoluta de que a sua tristeza e decepção não são maiores do que a de quem pintou as ruas de verde e amarelo, pendurou bandeirinhas, sorriu, gritou, chorou ... Há esse choro ... Esse choro que você não viu, que você não presenciou, esse choro você deve ter sentindo ai na África ... Foi tão forte e arrebatador que chegou ai e eu não tenho dúvida alguma disso ...
Mas nada nem ninguém irá apagar essa cena, das nossas memórias!

Paciência


'' Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para ... ''

Paciência
Lenine

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Se você crê em Deus


(...), erga as mão para os céus e agradeça
Quando me cobiçou, sem querer acertou, na cabeça
Eu sou sua alma gêmea, sou sua fêmea, seu par, sua irmã
Eu sou seu incesto, sou igual a você
Eu nasci pra você, eu não presto

Sob Medida
Chico Buarque

A lot like love


De repente é amor , né ...

Movimente seus músculos faciais




Sorriso, diz-me aqui o dicionário, é o acto de sorrir. E sorrir é rir sem fazer ruído e executando contracção muscular da boca e dos olhos.

O sorriso, meus amigos, é muito mais do que estas pobres definições, e eu pasmo ao imaginar o autor do dicionário no acto de escrever o seu verbete, assim a frio, como se nunca tivesse sorrido na vida. Por aqui se vê até que ponto o que as pessoas fazem pode diferir do que dizem. Caio em completo devaneio e ponho-me a sonhar um dicionário que desse precisamente, exactamente, o sentido das palavras e transformasse em fio-de-prumo a rede em que, na prática de todos os dias, elas nos envolvem.

Não há dois sorrisos iguais. Temos o sorriso de troça, o sorriso superior e o seu contrário humilde, o de ternura, o de cepticismo, o amargo e o irónico, o sorriso de esperança, o de condescendência, o deslumbrado, o de embaraço, e (por que não?) o de quem morre. E há muitos mais. Mas nenhum deles é o Sorriso.

O Sorriso (este, com maiúsculas) vem sempre de longe. É a manifestação de uma sabedoria profunda, não tem nada que ver com as contracções musculares e não cabe numa definição de dicionário. Principia por um leve mover de rosto, às vezes hesitante, por um frémito interior que nasce nas mais secretas camadas do ser. Se move músculos é porque não tem outra maneira de exprimir-se. Mas não terá? Não conhecemos nós sorrisos que são rápidos clarões, como esse brilho súbito e inexplicável que soltam os peixes nas águas fundas? Quando a luz do sol passa sobre os campos ao sabor do vento e da nuvem, que foi que na terra se moveu? E contudo era um sorriso.

José Saramago